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Gestão da Diversidade no Agronegócio

01/02/26, 12:00

A diversidade no agronegócio brasileiro apresenta avanços relevantes, mas ainda enfrenta limitações estruturais profundas. Os estudos de caso evidenciam que, embora existam conquistas no protagonismo feminino, iniciativas institucionais de diversidade racial e experiências exitosas de inclusão social envolvendo povos originários e populações tradicionais, esses avanços não se traduzem de forma homogênea em transformações estruturais no setor.

O protagonismo feminino segue condicionado por barreiras históricas de acesso a recursos produtivos e espaços de poder. A diversidade racial, apesar das iniciativas formais, ainda carece de políticas antirracistas efetivas, capazes de promover mudanças reais na composição das lideranças organizacionais. Já a inclusão de povos originários, agricultores familiares e populações tradicionais revela-se como vetor estratégico para a sustentabilidade ambiental, a segurança alimentar e a justiça social no meio rural. Entretanto, a consolidação da diversidade como eixo estruturante do agronegócio brasileiro ainda esbarra em entraves institucionais, culturais e econômicos. A lógica produtivista, a concentração fundiária e as desigualdades de gênero, raça e classe continuam a tensionar os avanços obtidos. Nesse sentido, torna-se imprescindível que o setor avance da retórica à prática, incorporando a diversidade como elemento central da governança, e não apenas como instrumento simbólico de legitimação social. Em 2025, o agronegócio brasileiro encontra-se diante de um ponto decisivo: aprofundar o compromisso com a inclusão social e a diversidade ou perpetuar padrões excludentes sob novas formas institucionais. A construção de um setor verdadeiramente diverso exige investimento contínuo em políticas públicas, arranjos institucionais colaborativos, participação social e enfrentamento direto das desigualdades estruturais que historicamente marcam o campo brasileiro.

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